Em resposta às questões enviadas pela agência Lusa, fonte oficial da REFER disse que, no que respeita à redução do efectivo, a empresa «tem vindo a seguir, ao longo dos anos, uma política de redimensionamento, em função das evoluções tecnológicas e da reorganização do serviço de gestão da infra-estrutura que presta por delegação do Estado».
Este ano, a empresa intensificou o processo de negociação com os trabalhadores, tendo em vista a diminuição do efectivo que, em 31 de Dezembro de 2010, era composto por 3.445 trabalhadores.
Em 2011 e até início desta semana «foram já efectuadas 509 rescisões por mútuo acordo», disse a fonte oficial da REFER, adiantando que no primeiro semestre foram feitas 169 e no segundo 340.
Este valor supera o que estava inscrito no plano de actividades da REFER, que previa a realização de 249 durante este ano. «A idade média dos trabalhadores que aceitaram as rescisões é de 57,93, sendo a média de antiguidade de 33,39 anos», segundo a mesma fonte, que acrescentou que «a esmagadora maioria dos trabalhadores fizeram a rescisão por mútuo acordo sem acesso a subsídio de desemprego e o prazo médio de retorno do valor pago em indemnizações é, por isso, de 26 meses, atingindo, no caso da carreira técnica 11 meses».
Em 2012, a REFER terá, por esta via, uma redução dos custos com o efectivo de 14,4 milhões de euros.
«Não estando ainda o processo de rescisões por mútuo acordo fechado em 2011 é de sublinhar, no entanto, o facto de este ser o ano em que, na história da REFER, se procedeu à assinatura do maior número de rescisões por mútuo acordo (509 trabalhadores), processo que decorreu sem nenhuma perturbação no funcionamento da empresa e num clima de paz social», afirmou a fonte oficial da empresa.
A fonte da REFER disse ainda que a empresa pública está em condições de confirmar que em 1 de Janeiro de 2012 terá, no máximo, 2.884 trabalhadores.